Mês de outubro é histórico
para a aviação mundial. Foi nesta mesma época do ano, em 1906, que Santos
Dumont realizou seu épico voo nos campos de Bagatelle, com 14 Bis.
Você sabia para onde iam o xixi e o cocô das pessoas nos primeiros
aviões?
Já pensou em ser atingido
por um cocô humano voador? Pode parecer bizarro (e principalmente nojento!),
mas esta situação já causou diversos acidentes no passado. Ao longo do último
século, os avanços tecnológicos foram fundamentais para que os céus se tornassem
mais seguros tanto à aviação quanto para a eliminação correta de dejetos
humanos. O primeiro relato oficial de um avião eliminar dejetos humanos nas
alturas ocorreu em 1927, quando o piloto Charles Lindbergh fez o primeiro voo
sem escalas entre Nova York e Paris. Numa conversa posterior, ele afirmou ao
então monarca inglês, George V, que despejou suas fezes e urina sobre o
território francês.
Só
a partir da década de 1930, que os aviões ganharam um compartimento especial
para armazenar fezes e urina, mas ainda assim os acidentes eram frequentes.
Devido a grande altitude das aeronaves, os detritos congelavam e se tornavam
mortíferos blocos que pesavam até 150 kg. Ao longo das décadas de 1950 até o
início dos anos 1980, os acidentes com blocos de fezes e urina se tornaram
frequentes. Há registros de diversos casos de pedaços congelados recheados de
'cocô' que caíram do céu na Europa e EUA, entre os episódios mais famosos se
destaca o de uma idosa de 77 anos que teve sua casa atingida por um bloco de 50
kg. O fato que ocorreu em 1974, nos Estados Unidos, só não foi fatal devido o
'presente' ter caído a dois metros de distância da poltrona onde a aposentada
assistia à televisão.


